31/01/2011
Engenheiro: Ser Especialista ou Gestor ?
Lenir Nunes Amorim - Business Partner da 4SEARCH Santa Caratina
Certo dia li numa coluna de revista um engenheiro pedindo auxilio a um coach. Sua queixa era a respeito do desenvolvimento de sua carreira. O dilema desse engenheiro não é isoladamente dele, nada mais é que uma tendência de mercado, a qual é sentida no dia a dia por diversos profissionais.
As empresas estão cada vez mais dando preferência por profissionais que possam atender a duas necessidades organizacionais, a de operação e de gestão, isso inclui com destaque as áreas ocupadas por engenheiros. Desta forma, além da formação em instituição diferenciada, do 2º ou 3º idioma, entre outros conhecimentos técnicos, exige-se atualmente que este profissional some à sua experiência uma capacidade de gerir pessoas, remetendo o profissional a desenvolver habilidades antes não requeridas tão precocemente.
Num mercado de trabalho anterior, o tempo médio para assumir um cargo de gestão demorava um longo período após o ingresso na organização, tempo este que servia para o profissional desenvolver competências inter-relacionais e de liderança. Hoje solicita-se que não exista estas lacunas profissionais, já e quando da admissão. Este desenvolvimento de perfil e de carreira é inicialmente de responsabilidade de cada um, sendo que as alternativas para se atingir tais habilidades são diversas como, por exemplo, uma formação complementar, uma pós em Administração ou um processo de coaching, que pode ou não ser apoiada pela organização contratante.
Para o mercado de nada adianta saber que o engenheiro é um grande especialista em “resistência de materiais ou dominar cálculo estrutural”, se não estiver disposto a saber como administrar conflitos de sua equipe e se não tiver uma visão de empreendedor, pois mesmo tendo escolhido uma carreira Y, ou seja de especialista, eventos de liderança ocorrerão, seja na gestão de projetos, de equipes de especialistas ou na interface com equipes de clientes internos e externos.
O processo de liderar/ gerenciar pessoas não é uma escolha, está relacionada com a tendência para o profissional do futuro e diretamente proporcional com a ascensão na carreira, pois quanto mais alto no nível hierárquico que você esteja ou que almeja estar, mais líder/gestor de pessoas você deve se tornar.
O mercado é muito dinâmico, repleto de oportunidades dentro ou fora de onde você está agora, cabe a você decidir como ampliar suas chances e carreira neste cenário.